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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Lagostas, lagostins e outros crustáceos

Eu passei alguns dias em São Miguel dos Milagres em Alagoas. Um vilarejo que fica distante uns 100 km de Maceió. Se o paraíso não for lá, deve ser bem perto dali. Eu tentei por diversas vezes comer uma simples lagosta (cozida ou grelhada) e, incrível como tem pessoas que conseguem assassinar a matéria prima da natureza. Apesar dos pratos serem bem servidos em termos de quantidade, todas elas foram servidas cozidas em demasia e esturricadas.
Depois da minha frustração tentando comer uma lagosta honesta sem sucesso, desisti e me veio à lembrança da lagosta grelhada que comi com a Maria Elisa no Congresso de Metrologia 2009 em Salvador.
Na ocasião, praticamente, gastamos mais com o taxi para ir do nosso hotel na praia vermelha até o Restaurante Mistura em Itapuã. Valeu e ficou na nossa memória gastronômica. De entrada comemos um maravilhoso siri mole à dore seguida de uma lagosta mediterrânea, grelhada com brócolis onde derramamos uma simples manteiga derretida. Eu nem me lembro se teve espaço para a sobremesa. Consultando o cardápio no site do restaurante (www.restaurantemistura.com.br) não encontrei o siri mole.

Restaurante Mistura
Ambiente rústico e sofisticado. Comida fantástica
Endereço: Rua Prof. Souza Brito, 41 – Itapuã
Salvador - Bahia
(071) 3375-2623


Ficaram as fotos para relembrarmos

O Siri mole à dore



Lagosta Mediterrânea



Detalhes de uma lagosta ao ponto

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

A importância da qualidade do fermento no preparo do pão ou a Levedura líquida de Eric Kayser

Eu já postei aqui a receita do fermento natural que a Bia Karan me deu, mas já faz um tempo que estou para postar a receita da levedura líquida do Eric Kayser.
Desde que a Bia me deu uma amostra do seu fermento natural, eu venho, religiosamente, alimentando os bichinhos para que não morram.
Logo depois que eu voltei ao Rio, assisti no Globo News uma reportagem sobre Eric Kayser, um padeiro parisiense que virou empresário e, hoje, é dono de 30 padarias só em Paris. Ele inventou e comercializa uma máquina para preparar o seu fermento líquido. Eu acredito que um dos motivos de sucesso dessa máquina é devido à importância que a qualidade do fermento tem na preparação do pão. Além da curiosidade de conhecer suas padarias (está na agenda para a próxima viagem a Paris), o que me chamou a atenção foi exatamente o fermento, pois eu estava cuidando das minhas crias e a possibilidade de conhecer e preparar outro tipo de fermento acendeu a minha curiosidade.
Descobri a receita da levedura liquida do Eric Kayser em um site português (http://www.forumbimby.com/forum/index.php?topic=4445.0.
A receita foi tirada do livro “100% Pain “d'Eric Kayser. Eu apenas estou postando a receita aqui. Mas lembro que eu preparei o fermento seguindo a receita e adaptei a mesma para as nossas farinhas, e comecei a fazer pão também com o fermento líquido.
E fazendo valer a sincronicidade de um tal Carls G. Jung, a Lau também assistiu a reportagem em São Paulo e, ficou de ir conhecer as padarias do Eric quando voltasse para Paris. Ah! Eu demorei tanto para postar aqui sobre esse fermento, que ela já voltou e me escreveu pedindo a receita e o endereço da padaria.
Agora em dezembro, eu contei para a Bia do fermento líquido e, ela me perguntou por que eu fui preparar outro fermento natural já que tinha as minhas crias e qual era a diferença deles em sabor.
Bem, eu já respondi para ela, mas vamos lá: Primeiro eu sou curiosa e como boa física experimental eu quero saber como “fazer” as coisas e por a mão na massa. Ah! Sim como padeira colocar a mão na massa e também fazer parte da criação, uma vez que eu não tinha preparado a massa básica da fórmula dela, eu apenas estava alimentando.
O fermento natural, tanto o da Bia como o fermento liquido do Eric Kayser dá ao pão um sabor muito especial e característico. A casca fica mais firme e crocante e o miolo fica saboroso e com uns buraquinhos típicos de baguete francesa. Além de não ter aquele gosto horrível de fermento, o fermento natural é muito mais digestivo. Por outro lado ele requer um tempo maior de fermentação, mas pode-se colocar um pouco do fermento industrializado, caso queira acelerar o processo, o que acho um crime.


Levedura liquida dÉric Kayser

1º Passo

50 g de água morna
50 g de farinha integral

Misturar a água com a farinha, dentro de um recipiente de vidro, tampá-lo com um pano de prato e deixar fermentar durante 24h, a uma temperatura ambiente de 20º a 25º (dentro de um armário é o ideal)


2º Passo

Depois de 24 h
Misturar:

100 g de água
100 g de farinha tipo 65 (eu usei farinha de trigo Renata, preferir sempre as farinhas que vem embaladas em papel, pois assim elas respiram)
20 g de açúcar

Misturar esta preparação com a do dia anterior e misturar tudo muito bem. Voltar a cobrir o frasco o com o pano de prato e deixar fermentar mais 24h dentro de um armário

Ao fim das 48h (2 dias) - já tem um odor acido

3º Passo

Ao fim das 48 h

Misturar:
200g de água
200g de farinha tipo 65 (idem observação acima – Farinha Renata)

Misturar esta preparação com a do dia anterior e misturar tudo muito bem. Voltar a cobrir o frasco com um pano de prato e deixar fermentar mais 12h dentro de um armário. No fim destas 12 h temos a nossa levedura ou pré-levedura pronta, é só tapar o frasco e colocar na geladeira.

Aqui já se vê o processo de fermentação e o odor é acido

Não esqueçam de alimentá-la a cada 8 dias, repetido sempre o 3º passo

Toda vez que for fazer pão, retire a quantidade desejada para o preparo do pão e em seguida alimente o fermento com a mesma quantidade retirada, e volte o fermento para a geladeira.
Exemplo: Eu retiro 100g de fermento para preparar um pão, então eu alimento o fermento com 50g de farinha e 50g de água, misturo tudo e guardo o recipiente com o fermento na geladeira. E faço isso toda a vez que eu for usar o fermento. Caso não use o fermento, durante uma semana, alimente o fermento para que ele não se deteriore, ou seja, alimente os bichinhos, senão eles morrem e também não esqueça de transmitir para eles muito amor e carinho, assim o seu pão também vai carregar muito amor e carinho.
O site do Eric Kayser http://www.maison-kayser.com/

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Cozinhando nas Férias

Quem diria! Eu fui parar no Guarujá.

Depois de uns 30 anos, eu voltei para o Guarujá. E eu que não imaginava que voltaria lá mais nessa encarnação. Aceitei o convite da Maria Elisa para curtir um pouco das férias no Guarujá, antes do Natal, e como não poderia deixar de ser, acabei não só no Guarujá como na cozinha também. É bem verdade que a ME levou muitas coisas pré-preparadas como uma bela paleta de cordeiro, temperada pela sua fiel escudeira Heleninha.
A paleta estava temperada e congelada, eu não acreditava que ficasse tão boa, mas deixo registrada não só a foto para comprovar, como a receita delas.
Ah! Vale lembrar que os nossos belos dias foram corados por uma intensa neblina, assim como ventos... Ah! Muito vento. Então aproveitamos para comprar camarões. Sim belos camarões que acabaram sendo dourados no azeite e mergulhados num molho de tomate para irem se juntar a um espaguete ao dente, isso depois de ficarmos alguns minutos discutindo se a massa seria fina ou mais grossa.
Bem, na companhia da ME não poderia faltar a presença de um docinho. Uns não, tantos quanto eu pudesse fazer. Acabei fazendo uma fina crepe, recheada com creme de marrons (castanhas portuguesas) e coberta com uma calda de caramelo quente. Se com a Lau a briga era para não colocar manteiga e creme de leite, com a ME a briga era para colocar creme de leite e muita manteiga. Outra discussão surgiu na hora de preparar os brownies que seriam servidos no ano-novo, quando ela voltaria para o Guarujá com a família. Dessa vez a receita tinha que ser o mais original possível. Ou seja, muita manteiga, muito chocolate e, por favor... bem docinho. Ah! E o chocolate? Nada de chocolate amargo, de preferência ao leite (chegamos ao consenso de meio a meio).

AS receitas:

Paleta de Cordeiro

Ingredientes
1 paleta de cordeiro
Vinho tinto
Hortelã
Alecrim
Alho (muito alho)
Erva-doce
Sal

Modo de preparar
Furar toda a paleta e colocar nos furos dentes inteiros de alho.
Amassar o alho com a hortelã, alecrim, erva-doce e sal. Esfregar em toda a paleta e despejar uma garrafa de vinho tinto. Colocar tudo num saco plástico para permitir que o tempero penetre na carne. Deixar nesse molho durante 24 horas, caso pinte algum imprevisto, coloque o saco com a paleta e toda a marinada para congelar.
Tirar a paleta do tempero e assar em forno aquecido. No inicio pode-se cobrir com um papel alumínio e no final do cozimento, tirar o papel para dourar a carne.




Espaguete com camarões em um leve molho de tomate

A idéia é mergulhar os camarões dourados em apenas um pouco de molho de tomate, para não mascarar o sabor adocicado dos camarões dourados em azeite aromatizado com alho.

Ingredientes
1 kg de camarões graúdos, limpos e descascados
4 dentes de alho (ou a gosto, não muito)
Azeite virgem
Alfavaca cheirosa (descobri o nome das folhas graúdas de manjericão fresco)
1 lata de tomates italianos pelados (são excelentes, pq não tem tanta acidez como os nossos tomates)
1 pitada de açúcar
Pimenta do reino moída na hora
Sal
500 g de espaguete (usei umas 300gramas para 3 pessoas, foi literalmente camarão com maçarão)

Modo de fazer
Cozinhar o macarrão numa panela com água fervente e salgada, conforme o tempo indicado. Cozinhe um minuto a menos do tempo indicado.
Levar o alho e o azeite ao fogo e deixar o alho cozinhar lentamente. O fogo deve ser baixo para não queimar o alho.
Temperar os camarões com uma pitada de sal e pimenta do reino moída na hora.
Retirar o alho e colocar os camarões e deixar dourar, ligeiramente dos dois lados. Deixe cozinhar pouco para mantê-los rígidos. Retirar os camarões e acrescentar na mesma frigideira os tomates cortados e o molho da lata. Acrescentar o açúcar cozinhar um pouco e no final colocar os camarões, o alho frito e as folhas de alfavaca. Corrigir o tempero e jogar o macarrão cozido ao dente. Mexer rapidamente e cozinhar por um minuto.

Dourar os camarões no azeite


Preparar o molho de tomate


Colocar o macarrão cozido no molho de tomate com camarões


E as sobremesas

A massa das finas crepes


Crepes recheadas com creme de marrons e calda de caramelo


Brownies de chocolate com conhaque e nozes