segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Sorvete de Tapioca



Eu tomei um sorvete de tapioca no restaurante Kaçua no Rio de Janeiro e logo me veio na cabeça, por que não tentar reproduzir e pesquisando na internet cheguei no blog da vovó Cristina. Fiz algumas modificações e a partir daí comecei a fazer e refazer o sorvete para atender os amigos.

Ingredientes
200 g de tapioca fina
1l de leite
1 garrafinha de 200ml de leite de coco
100 g de coco fresco ralado
1lata e ½ de leite condensado
5oo ml de creme de leite fresco
4 sementes de cardamomo (opcional) trituradas

Modo de fazer

Ferver o leite com o leite de coco e as sementes de cardamomo. Deixe amornar e coar.
Despejar a mistura de leite na tapioca e mexer até transformar em um creme grosso. Juntar o leite condensado e o creme e bater levemente no liquidificador. Colocar na sorveteira e processar por 20 a 25 minutos e misturar o coco ralado. Colocar em um pote e levar ao freezer.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Lagostas, lagostins e outros crustáceos

Eu passei alguns dias em São Miguel dos Milagres em Alagoas. Um vilarejo que fica distante uns 100 km de Maceió. Se o paraíso não for lá, deve ser bem perto dali. Eu tentei por diversas vezes comer uma simples lagosta (cozida ou grelhada) e, incrível como tem pessoas que conseguem assassinar a matéria prima da natureza. Apesar dos pratos serem bem servidos em termos de quantidade, todas elas foram servidas cozidas em demasia e esturricadas.
Depois da minha frustração tentando comer uma lagosta honesta sem sucesso, desisti e me veio à lembrança da lagosta grelhada que comi com a Maria Elisa no Congresso de Metrologia 2009 em Salvador.
Na ocasião, praticamente, gastamos mais com o taxi para ir do nosso hotel na praia vermelha até o Restaurante Mistura em Itapuã. Valeu e ficou na nossa memória gastronômica. De entrada comemos um maravilhoso siri mole à dore seguida de uma lagosta mediterrânea, grelhada com brócolis onde derramamos uma simples manteiga derretida. Eu nem me lembro se teve espaço para a sobremesa. Consultando o cardápio no site do restaurante (www.restaurantemistura.com.br) não encontrei o siri mole.

Restaurante Mistura
Ambiente rústico e sofisticado. Comida fantástica
Endereço: Rua Prof. Souza Brito, 41 – Itapuã
Salvador - Bahia
(071) 3375-2623


Ficaram as fotos para relembrarmos

O Siri mole à dore



Lagosta Mediterrânea



Detalhes de uma lagosta ao ponto

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Torta de palmito com fondue de queijo



Essa semana me deu vontade de preparar aquela famosa torta de liquidificador, bem cafona que costuma pintar em festinhas de criança, nas versões sardinha, presunto com queijo e o que encontrar na limpeza da geladeira. Pois não é que outro dia, eu fui à churrascaria Porção num daqueles domingos típicos que muita gente fugindo do fogão se mete naquelas filas à espera de mesa e enquanto isso se entope de pastéis, pão de queijo, lingüiça, sei lá o que, e lá estava a famosa torta de liquidificador. Apesar de ser bastante brega, ela tem a vantagem de ser super fácil de fazer e convenhamos, dependendo do recheio (e das intolerâncias) é uma delicia.
Imbuída do espírito de pesquisadora encontrei um vidro de palmitos no armário e uma caixa de fondue suíço perdido no freezer.

Ingredientes da Massa
3 ovos
2 (xic.) de chá de leite
12 colheres de farinha de trigo
½ (xic.) de chá de azeite virgem (pode ser qualquer tipo de óleo)
3 colheres de sopa de queijo ralado
1 colher de sobremesa de fermento em pó
1 colher de chá de sal

Recheio
1 vidro de palmito picado
1 cebola cortada
3 colheres de sopa de creme de leite
1 colher de sobremesa de mostarda dijon
½ caixa de fondue de queijo
Noz moscada ralada na hora
Pimenta do reino ralada na hora

Modo de preparar a massa
Bater todos os ingredientes no liquidificador

Modo de preparar o recheio
Dourar a cebola no azeite e juntar o palmito, refogar ligeiramente e acrescentar a mostarda e o creme de leite. Ralar um pouco de pimenta do reino e noz moscada.
Derreter no fogo lento o fondue de queijo e ralar um pouco de noz moscada.

Montagem da torta
Untar um pirex com manteiga e farinha de rosca (eu usei panko).
Despejar no pirex metade da massa e por cima colocar o creme de palmito e por cima desse despejar umas colheradas do fondue derretido.
Cobrir com o resto da massa e salpicar queijo ralado.
Assar em forno quente a 180 graus por aproximadamente uns 30 minutos. Convém verificar de acordo com o tipo de forno.

Colocar por cima do recheio o restante da massa

sábado, 17 de outubro de 2009

Arroz doce diet com água de rosas e cardamomo


Depois que comecei um tratamento ortomolecular me vi diante de uma lista imensa de intolerâncias alimentares. Agora imagine eu que adoro cozinhar e usar todos os ingredientes possíveis e imagináveis ficar diante de uma grande lista de isso não pode, tais como tomate, uva, cevada, cana de açúcar, maçã, banana, abacate, aspargos, brócolis, etc. e etc. Ah! Isso significa que deveria estar fora de vinho, cerveja, cachaça. Bem deixa isso para lá e vamos a uma receita sem um dos pós branco, considerado o mal do século, o açúcar. Bem os outros são sal e farinha de trigo. Pelo menos fiquei livre para continuar fazendo pão.
Hoje eu resolvi fazer um arroz doce que não levasse açúcar de cana, então apelei para os adoçantes.

Ingredientes
1 (xic.) de chá de arroz lavado
2(xic.) de chá de água
3 (xic.) de chá de leite desnatado
1 pitada de sal
1 (xic.) de chá de adoçante próprio para ir ao fogo (tal e qual, línea sucralose)
1 vidro de leite de coco (opcional)
2 sementes de cardamomo
1 aniz estrelado
3 colheres de sopa de água de rosas

Modo de preparar
Ferva a água. Acrescente o arroz com a pitada de sal, abaixe o fogo e deixe cozinhar por aproximadamente 10 minutos.
Acrescente o leite, o adoçante, as sementes de cardamono, o aniz estrelado e deixe cozinhar por aproximadamente uns 15 minutos.
Acrescente o leite de coco e a água de rosas, mexe e cozinhe uns 3 minutos.
Pode servir gelado salpicado com canela em pó ou coco ralado.
Numa versão não muito light é salpicar açúcar cristal e queimar com o maçarico e assim temos o arroz doce brûlle.

Pão de mel integral dos pioneiros americanos

O Dino um grande amigo meu, já falecido, viveu muito tempo nos Estados Unidos nos anos 70 e dizia que essa receita era dos pioneiros americanos. Eu me lembrava dele fazendo essa receita, mas não me lembrava ao certo das quantidades e hoje, enquanto mexia nas minhas receitas, eu acabei encontrando um velho caderninho de receitas, já amarelado, do tempo em que se usava caderno para anotar receitas. Então resolvi escrever no blog antes que o pobre caderninho se desfaça todo. Em, outro momento reproduzo a receita e tiro as fotos.

Ingredientes
5 (xic) de chá de farinha de trigo integral
1 ½ (xic.) de chá de açúcar mascavo
1 (xic.) de chá de mel
1 copo de chá de erva-doce forte
1 copo de leite misturado com 1 colher de sobremesa de bicarbonato de sódio

Modo de fazer
Mistura tudo e assar numa forma untada e enfarinhada por mais ou menos em forno 180 graus (médio) por mais ou menos 1 hora.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Arroz Armênio com grão de bico e snobar

A minha tentativa de reproduzir o arroz Armênio.

Ingredientes
2 xic (chá) de arroz lavado e escorrido
4 a 5 xic (chá) de água fervente ou caldo de carne
4 ninhos de macarrão cabelo de anjo (aletria)
1 colher (sopa) azeite extra virgem
1 colher (sopa) manteiga
1 xic (chá) snobar (pignoli)
2 xic (chá) de grão de bico cozido
2 dentes de alho
1 cebola picada

Modo de Fazer
Aquecer o azeite e metade de manteiga. Fritar ligeiramente o snobar e retirar. Na mesma panela, fritar ligeiramente o macarrão quebrado até ficar marrom (cuidado para não deixar queimar). Retirar e dourar o alho e a cebola. Juntar o arroz escorrido e fritar. Juntar o macarrão e acrescentar o caldo (ou a água) fervente. Deixar ferver em fogo alto ate secar.
No final juntar o grão de bico cozido e o snobar frito. Junte também o resto da manteiga.
Pode servir com kafta assado ou cordeiro assado.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Descobrindo e redescobrindo os sabores de São Paulo



Sanduba de mortadela com tomate seco (Mercado Municipal de São Paulo)

Nas minhas últimas andanças pela paulicéia desvairada, além das compras na Liberdade (ah! Comprei a faca de cerâmica Kyocera), uma passadinha rápida no Mercado Municipal (para comer o sanduba de mortadela com tomate seco do Hocca, traição ao Bar do Mané, acompanhado de cerveja Serramalte, que só encontro em SP) e a muvuca da Rua 25 de Março, onde descobri que a loja Doural (www.doural.com.br) tem um andar com artigos de cozinha importados (fantástico) fui parar na Rua José Paulino (Bom Retiro) e me perder no meio das sacoleiras do Brasil todo e finalmente chegar à minha intenção (secreta) gastronômica de conhecer o Restaurante Acrópoles, na Rua da Graça. Bom, com o dia dos namorados imprensado entre o feriado de Corpus Cristos e o fim de semana dá para imaginar como “esses lugares” estavam lotados. Enfim, valeu o esforço.
Ah! Ainda teve a ida ao Restaurante Rubayat da Al. Santos, no Paraíso. Esse lugar é para mim um retorno ao passado, afinal eu morei com a minha irmã, durante anos (1973-1987), no casarão da esquina Al. Santos com a Rua Leôncio de Carvalho. O Rubayat da Al. Santos era vizinho de porta com o casarão de dois andares. Ele continua imponente na esquina e externamente sofreu uma pequena modificação. Suprimiram as três portas que davam para a Al. Santos. A entrada é pela Rua Leôncio de Carvalho.


Café do Rubayat

Casa Garabed

Desde o ano passado que a Bia tinha me dado a dica que as melhores esfihas de São Paulo podia ser encontrada num restaurante Armênio que ficava numa Rua de Santana, mas que não tinha nenhuma placa. Desde então, fiquei com água na boca para provar as tais esfihas e só não fui, porque a Laurence na época preferiu mudar um pouco o estilo de comida, já que tínhamos ido a Tenda do Nilo.
Finalmente, nessa última viagem a Sampa e nas minhas incursões gastronômicas por lugares nunca dantes navegados fui parar com o meu sobrinho Hélio e o seu potente GPS (a Gabi) na Casa Garabed. O tal restaurante Armênio das esfihas maravilhosas.

Localizado há 56 anos em uma das ladeiras do bairro de Santana, a Casa Garabed é o restaurante armênio mais tradicional de São Paulo.
O estabelecimento fica em uma casa simples, sem placa na porta e em uma estreita rua residencial. Não esqueça o seu GPS. O local é bem simples, mas o mais fantástico (além do cheiro maravilhoso das esfihas) é o forno a lenha de onde saem as tais esfihas.
As esfihas (uns 16 tipos diferentes) são preparadas com matérias primas de primeira, tais como a de pernil de cordeiro com snobar (pignoles para os italianos) e manteiga Aviação e hortelã fresca (servida aberta ou fechada) e de queijo com Bastrmá e azeite extra virgem (fechada). O Bastrmá é a carne seca armênia. Ela é bem salgadinha e lembra a nossa carne seca. Ah! O preço também é bem salgadinho, mas vale cada centavo, uma vez que as esfihas só são abertas, preparadas e assadas, depois de pedidas e os pratos em geral demoram uns 30 minutos para ser preparados. Como diz o dono: O cliente espera a comida e não a comida que espera que o cliente.
O restaurante oferece ainda o arroz armênio, preparado com grão de bico e "snobar", abobrinhas recheadas, kaftas redondas ou no espeto assadas no forno à lenha e pratos mais conhecidos por meio da culinária árabe, como quibe cru, coalhada e homus.



Forno à lenha da Casa Garabed


Esfiha de cordeiro com snobar e manteiga Aviação, hortelã fresca (aberta)




Esfiha de Queijo com Bastrmá(carne seca armênia) - Fechada


Esfiha de Bastrmá com azeite extra virgem


Kafta redondas assadas no forno à lenha, acompanhadas de arroz armênio com snobar

Casa Garabed (www.casagarabed.com.br)
Rua José Margarido, 216
Santana – São Paulo/SP
Fones: (11) 2976-2750/ 2979-3943

Restaurante Acrópoles
Agora um bom exemplo de comida que espera o cliente é o Restaurante Acrópoles, um dos mais tradicionais restaurantes gregos de São Paulo. O Acrópoles foi inaugurado em 1959 e fica cravado em pleno comércio do Bom Retiro e agora também nos jardins. Mas nada como ir no original do Bom Retiro. Não existe cardápio por lá. Toda a oferta do menu do dia fica exposta, seguindo a tradição da Grécia. Os clientes chegam, apreciam o visual colorido e farto, sentem a profusão de aromas e fazem o pedido. Então o garçom leva o pedido na mesa.
O restaurante é de propriedade de Trassyovoulos Petrakis, mais conhecido como "seu Trasso", que em seus quase 90 anos recebe do primeiro ao último cliente na porta do Acrópoles.
O ambiente do restaurante, que mais parece um boteco é decorado em tons azul e branco e nas paredes misturam-se quadros da Grécia e fotos antigas da seleção brasileira de futebol. Além é claro dos merecidos prêmios gastronômicos.
O cardápio, ou melhor, o menu-vitrine expõem peixes, frutos do mar (lulas recheadas, polvo no vinho tinto, risoto de camarão), carneiro, vitela assada, além é claro um dos pratos mais pedidos o Mussaká. Nos finais de semana, também é servido pato.
Eu acabei indo duas vezes. Na sexta-feira, a fila de espera era bem grande e a minha companheira de mesa ficou apavorada com a enorme lula recheada do meu prato que dividia espaço com o polvo cozido no vinho tinto e com o risoto de camarão. Convenhamos que seja um atentado para quem não suporta os amiguinhos do mar. Eu voltei novamente, uma semana depois, dessa vez sozinha e sem enfrentar fila. E com o convite insistente do seu Trasso para entrar no restaurante. Nem precisava de tanta insistência. Acabei comendo o mussaká. É bem verdade, que ainda prefiro o mussaká que o Nicolas (marido da minha amiga Dalva e pai da Laurence) faz para mim, quando vou para a França. Também pudera, nada como um mussaká feito por um grego autêntico. No caso do Acrópoles o restaurante é de propriedade de um grego, serve comida grega, mas os cozinheiros são brasileiros e seguem o rigor da receita do “Seu Trasso”, que prova pessoalmente a comida e diz o que falta.
Outra curiosidade: O Acrópoles é um dos oito restaurantes brasileiros da lista de roteiros do "1.000 Lugares para Conhecer Antes de Morrer", best-seller mundial da americana Patricia Schultz, lançado no Brasil em 2006 pela editora Sextante. Ao lado dele, na seleção do livro, restaurantes tradicionais e majestosos como D.O.M. e Figueira Rubaiyat. Bem dessa lista, me faltam 998 lugares. O D.O.M, do Alex Atala está na lista de prioridades para a próxima ida a Sampa, uma vez que acabei não indo jantar lá com a M. Elisa, conforme tínhamos combinado. Confesso que o frio me assustou um pouco.


Prato misto do Acrópoles


Restos mortais da Mussaká
Restaurante Acrópoles (www.restauranteacropoles.com.br)
Rua da Graça, 364
Bom Retiro – São Paulo – SP
(11) 3223-4386